Museu das Marchas Populares e do Teatro de Revista no Parque Mayer

Museu das Marchas Populares e do Teatro de Revista no Parque Mayer

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma recomendação à Câmara para a construção de um Museu das Marchas Populares e do Teatro de Revista no Parque Mayer. Pretende-se que o Museu permita preservar e divulgar este património material e imaterial, com a recolha de documentos, fotografias, figurinos, músicas, testemunhos, cartazes e memórias.

Arlinda Brandão - RTP Antena 1 /
Marcha dos Mercados de Lisboa

Acaba de ser aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa uma proposta apresentada pelo PS, que acolheu contributos do PSD para que o equipamento museológico inclua também o Teatro de Revista.

A criação deste Museu prende-se com a necessidade de estudar a evolução das marchas e compreender a ligação aos bairros, às coletividades e às transformações sociais e urbanas da cidade.



"Lisboa deve às Marchas Populares muito mais do que aplausos em junho. Deve-lhes reconhecimento, preservação e futuro", disse o deputado do PS Jorge Marques, na apresentação da proposta. O também presidente da Junta de Freguesia da Ajuda considera que ter um Museu das Marchas Populares de Lisboa "permitirá preservar e divulgar este património material e imaterial".
A escolha do Parque Mayer Sobre a escolha do local para o Museu, Jorge Marques sublinhou que o Parque Mayer é "um espaço emblemático" da história cultural de Lisboa, profundamente ligado ao Teatro de Revista, à cultura popular e à vida artística da cidade, defendendo que instalar ali o Museu das Marchas Populares é juntar uma nova função cultural, capaz de atrair novos públicos e reforçar a identidade enquanto polo cultural.
Museu que para além das Marchas destaca o Teatro de Revista Durante a reunião da Assembleia Municipal, a deputada do PSD Filipa Veiga, que é também presidente da Junta de Freguesia de Santo António, onde se localiza o Parque Mayer, considerado "o grande laboratório da cultura popular lisboeta do século XX", saudou a recomendação do PS pela criação de um Museu das Marchas Populares, mas realçou a importância de incluir também o Teatro de Revista.
"Valorizar uma sem dignificar a outra é amputar a memória Cultural de Lisboa", afirmou a autarca.
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